UFC 218: Holloway x Aldo II – Cinturão em jogo na revanche

O brasileiro José Aldo terá a chance de recuperar o cinturão dos penas, perdido justamente para Max Holloway no UFC 212.

por Guilherme Estevão, São Paulo - 2 de dezembro de 2017

UFC 218: Holloway vs. Aldo II será a revanche do brasileiro e ex-campeão dos penas do UFC José Aldo, contra o americano Max Holloway, atual campeão dos penas e que unificou o cinturão interino com o linear justamente com uma vitória em cima de Aldo. O evento acontece hoje, 2 de dezembro de 2017, na Little Caesars Arena, em Detroit, Michigan, nos Estados Unidos. Frankie Edgar é quem teria a chance de disputar o cinturão com o Holloway, mas devido a uma lesão anunciada no dia 11 de novembro, teve que se retirar do card e José Aldo foi convidado para disputar a revanche e, é claro, aceitou na hora, mesmo a apenas 3 semanas da luta. O card principal vem com excelentes lutas, onde todos os lutadores estão ranqueados no TOP 6 de suas respectivas categorias, o que torna o evento ainda mais atrativo.

CONFRONTOS

Card Principal

Max Holloway (c) vs. José Aldo

Disputa de cinturão dos penas em jogo e uma luta que tem potencial para se tornar uma das melhores do ano, e que pode fazer do brasileiro José Aldo novamente o campeão dos penas. Mas a pedreira que vai enfrentar não perde desde 17 de agosto de 2013, quando foi derrotado por Conor McGregor. De lá para cá, Max Holloway sustenta uma sequência de 11 vitórias seguidas no UFC, uma das melhores marcas da organização. O havaiano já mostrou ser casca grossa e seu sistema de ataque opressor, com excelente kickboxing e um ímpeto ofensivo, é difícil de pará-lo, ainda mais quando sua defesa também se baseia em atacar.

O brasileiro, que vive uma fase negativa e é considerado o maior nome da história dos penas, um dos mais dominantes da história do MMA, está buscando seu retorno. O impacto da derrota para Conor McGregor ainda parece assombrar o Aldo que não foi o mesmo desde então. Foram quase 10 anos no céu, para 13 segundos o levar ao inferno. O peso de ser campeão será que já não suporta mais? Aldo estudou mais, aperfeiçoou seu boxe com Robert Garcia, melhor treinador do ano de 2011 e irmão do campeão mundial Mikey Garcia, para tornar-se ainda melhor e mais preparado. Quando se é campeão todos apontam um rifle em sua cabeça, além de estudar todas as suas armas. O manauara precisa se reinventar e mostrar que o José Aldo dos tempos de glória está de volta. A defesa de quedas e chutes também deve ser observada por Aldo e seus treinadores, visto que o havaiano é violento com eles. Vale ressaltar que o americano também estudou muito José Aldo e é favorito a vencer.

Pesados: Alistair Overeem vs. Francis Ngannou

O holandês de 37 anos, Alistair Overeem, ainda é um lutador de alto nível no peso pesado. número 1 do ranking dos pesados da atualidade, vem de importante vitória sobre o ex-campeão e atual número 2 do ranking do UFC, o brasileiro Fabrício Werdum, e busca mais uma vitória para voltar a desafiar o campeão Stipe Miocic, do qual já perdeu em setembro de 2016 por nocaute. Nocauteador nato, com seu estilo que mistura o Muay Thai e o KickBoxing, é um dos strikers mais famosos da história dos pesos-pesados do MMA, mas é conhecido também por ter o queixo de vidro. Já Francis Ngannou é o número 4 e tem bom poder de nocaute, o que pode ser uma vantagem no queixo de vidro do rival. São 9 vitórias seguidas do francês-camaronês na carreira e apenas uma derrota. Tem o porte físico igual ou superior ao de Overeem. Seu boxe é o ponto forte. Encurta a distância e parte para cima. A experiência do holandês pode ser um ponto forte na disputa, mas caso o camaronês entre com sede de vitória e “desrespeite” a história do rival, a luta pode ser definidas nos primeiros rounds.

Moscas: Henry Cejudo vs. Sergio Pettis

Número 2 do ranking x número 4. A velocidade de fato é o ponto forte dos candidatos a desafiantes do cinturão do campeão dos moscas Demetrious Johnson. Henry Cejudo é um dos melhores lutadores de wrestling do UFC, modalidade da qual já foi campeão Olímpico (Pequim 2008) e Panamericano (Rio de Janeiro 2007). Sabe muito bem jogar todos para o chão e jamais cai em sua própria armadilha.

O irmão mais novo de Anthony “Showtime” Pettis agora trilha seu próprio caminho, sem a sombra do irmão. Em seu processo evolutivo, Sergio Pettis é capaz de atuar de modo mais consistente e misturar kickboxing e wrestling, variando seu estilo de luta, sendo assim cada vez mais imprevisível. Cejudo vai tentar jogar para o chão e resolver, enquanto Pettis vai tentar resolver por cima e evitar quedas. Cejudo favorito.

Leves: Eddie Alvarez vs. Justin Gaethje

Essa é talvez a luta que tem tudo para ser a luta da noite. Eddie Alvarez, ex-campeão dos leves, é mais um neste evento que sucumbiu a McGregor. Tem bom boxe e wrestling, além do excelente preparo físico. Começou a treinar kickboxing para aperfeiçoar seu jogo. Seu principal defeito é a defesa, pois é displicente, arma que deve ser muito bem utilizada pelo rival. Justin Gaethje é um cara violento que você precisa ver em ação. A luta deve ser uma das melhores do card.

Palhas Feminino: Tecia Torres vs. Michelle Waterson

Abrindo o card principal tem um duelo entre mulheres. A americana Tecia Torres tenta dar continuidade a sua caminhada rumo a uma disputa de cinturão, já que sua única derrota veio em contra Rose Namajunas (atual campeã). Uma revanche seria cogitada em caso de vitória. Forte na luta em pé, é faixa prets de taekwondo e Muay Thai. Já Michelle Waterson é semelhante a rival. Também é forte na luta em pé, é faixa preta de karatê, o que deve tornar a luta equilibrada.

Card Preliminar

Leves: Charles Oliveira vs. Paul Felder

Meio-Médios: Alex Oliveira vs. Yancy Medeiros

Leves: David Teymur vs. Drakkar Klose

Palhas Feminino: Felice Herrig vs. Cortney Casey

Palhas Feminino: Amanda Cooper vs. Angela Magaña

Meio-Médios: Sabad Homasi vs. Abdul Razal Alhassan

Meios-Pesados: Jeremy Kimball vs. Dominick Reyes

Pesados: Justin Willis vs. Allen Crowder

Twitter
Principais Veículos e Jornalistas

Mais Futebol

Ver Mais Posts
Rádio Ao Vivo